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PAULINHO MOSKA

Paulinho Moska nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de Agosto de 1967. Caçula de 4  irmãos, quando sua casa já era cheia de música e diversidade. Quando era criança, gostava de colecionar coisas. Tampinhas de garrafa, selos, conchas, latinhas de  refrigerante, quadrinhos, figurinhas, discos, pedras, fotografias, chaves. E assim o menino montou, tijolo por tijolo, o mundo em que pretendia viver: costurando  informações das áreas mais variadas, colando fragmentos de sons e pedaços de  imagens de todos os tipos e origens. O primeiro violão era do irmão mais velho. Os  primeiros ídolos foram Caetano Veloso e Gilberto Gil. 

Na adolescência Moska foi estudar teatro. Assim que completou o curso da CAL (Casa  das Artes de Laranjeiras), em 1984, começou a atuar no cinema. Participou de filmes  como “A Cor do seu Destino” (1986), de Jorge Duran, “Um Trem para as Estrelas”  (1988), de Cacá Diegues, “O Mistério no Colégio Brasil” (1988), de José Frazão,  “Kuarup” (1989), de Ruy Guerra, e “O Homem do Ano” (2003), de José Henrique  Fonseca. Em 2013, voltou às telas em “Minutos Atrás”, de Caio Sóh, contracenando  com os atores Vladimir Brichta e Otávio Muller com a trilha sonora composta  especialmente por Moska e André Abujamra. 

As primeiras gravações profissionais de Moska aconteceram no álbum de estreia do  grupo vocal A Garganta Profunda, “A Orquestra de Vozes” (1986). Ao lado de outros integrantes do Garganta (Luiz Nicolau e Luis Guilherme), aos 20 anos fundou aquela  que seria sua primeira experiência de popularidade no fim dos anos 1980: Os Inimigos  do Rei. Com a banda lançou dois discos (“Os Inimigos do Rei”, em 1989 e “Os Amantes  da rainha”, em 1991), emplacou nacionalmente os hits “Uma Barata Chamada Kafka” e  “Adelaide” e invadiu rádios e televisões do país em turnê de shows por dois anos seguidos. 

Após sair do Inimigos, Paulinho Moska começou a construir sua carreira solo a partir  de 1993 com o disco “Vontade”, passando então a produzir uma discografia repleta de canções inspiradas que falam sobretudo, de “amor à vida”. São 25 anos escrevendo  canções em que as letras se destacam tanto quanto a música. A primeira a se tornar  nacionalmente conhecida foi “O Último Dia” (Moska/Billy Brandão) do seu segundo  disco “Pensar é Fazer Música” (1995) que trazia a pergunta: “O que você faria se só te  restasse um dia?”. Essa canção foi tema do samba enredo do desfile Mocidade  Independente de Padre Miguel no carnaval de 2015. No disco seguinte “Contrasenso”(1997) a canção “A Seta e o Alvo” (Moska/Nilo Romero) começou a soar  nas rádios do país, seguida de “Um Móbile no Furacão” e “Sem Dizer Adeus” (1999),  “Tudo Novo de Novo”(2003) e “Pensando em Você” (2003) e “A Idade do Céu” (2003). Essas foram as canções mais conhecidas da sua primeira década de trabalho, além de  “Relampiano” (parceria com Lenine) e “Admito que Perdi” (gravada por Marina Lima).

Foi no álbum “Tudo Novo de Novo” (2003) que Moska iniciou uma relação muito  íntima com artistas da América Latina gravando “A Idade do Céu”, versão sua para “La  Edad del Cielo” um lindo tema do uruguaio Jorge Drexler, que depois faria sucesso  também nas vozes de Simone e Zélia Duncan. Drexler veio ao Brasil participar do show  de lançamento desse disco, no Canecão. E em retribuição, convidou Moska para uma  série de apresentações no Uruguai e na Argentina. Com esse portal latino aberto  apareceram mais amigos hermanos, como Kevin Johansen e Lisandro Aristimuño  (Argentina), Andrea Echeverri (Colômbia), Camila Moreno (Chile) e tantos outros. 

Em nome dessa relação Moska apresentou e fez a curadoria de dois festivais de música latina nos teatros do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil): o “Mercosul Musical”, em  2008, e o “Soy Loco Por Ti America”, em 2011. Os projetos eram uma série de shows  em duo, onde artistas brasileiros (como Arnaldo Antunes, Marcelo Jeneci, Paula Toller  e Fernanda Takai) se encontravam com latino-americanos (como Drexler, Johansen e  Pedro Aznar e Andrea Echeverri).  

Essa proximidade com os artistas latinos desembocou no álbum “Locura Total” (2015),  gravado em português e espanhol e em parceria com o argentino Fito Páez, com 12  faixas que misturam tango, samba e rock. “Locura Total” foi indicado ao Grammy  Latino concorrendo ao prêmio de melhor canção com “Hermanos”(Moska/Fito Paez). 

Moska já emplacou incontáveis temas em trilhas da TV Globo – 11 deles, em sua  própria voz. São músicas que se tornaram bem populares em novelas e minisséries,  como “O Último Dia” (“O Fim do Mundo)”, “A Seta e o Alvo” (“Zazá”), “Pensando em  Você" (“Agora É que São Elas”) e “Tudo Novo de Novo” (tema de abertura da  minissérie homônima). Outras canções suas também foram trilhas de novela, como  “Somente Nela”(parceria com Carlos Rennó), “Tudo Que Acontece de Ruim é Para  Melhorar”(parceria com Mu Carvalho) e “Impaciente Demais” (parceria com Ricardo  Leão). No ano de 2018, Moska emplacou sua canção inédita “Minha Lágrima Salta” na  trilha da novela Malhação/Vidas Brasileiras, da Rede Globo. Essa canção faz parte de  seu novo disco de inéditas, “Beleza e Medo”, recém-lançado em agosto do mesmo  ano. 

Também se tornou um compositor muito requisitado por outras vozes. A primeira foi  Marina Lima, que, em 1995, abriu o álbum “Abrigo” com “Admito que Perdi”. Depois,  vieram inúmeras outras gravações, por artistas como Maria Bethania (“Saudade”), Elba  Ramalho (“Relampiano”), Ney Matogrosso (“O Último Dia” e “Gotas do Tempo Puro”),  Maria Rita (“Muito Pouco”), Mart’nália (“Soneto do Teu Corpo”, “Sem Dizer Adeus” e  “Namora Comigo”), Lenine (“Relampiano” e “Saudade”), Francis Hime (“Há  Controvérsias”), Zélia Duncan (“Carne e Osso”, “Não” e “Sinto Encanto”), e  recentemente Gal Costa, que gravou “Unhas e Cabelos” (Moska/Breno Góes) . 

Compositor que construiu seu próprio estilo de tocar violão, no show intitulado “Violoz” (turnê que começou em 2015), Paulinho Moska pela primeira vez decidiu  levar seus violões preferidos pra estrada: um com cordas de Nylon, outro com cordas  de aço, um violão barítono (afinado em Si), uma guitarra elétrica e um ukelelê. Um  espetáculo quase que teatral com cenário, texto, luz, roteiro e figurino produzido  especialmente pro formato.

Com 10 temporadas veiculadas no Brasil e uma nova temporada gravada em  Montevideo com artistas uruguayos a ser exibida a partir de 27 de novembro de 2018,  o programa “Zoombido”, no Canal Brasil, é outro campo para a atuação do artista,  como apresentador e músico. Nessas 10 temporadas realizadas, ele já levou mais de  240 compositores à sala de espelhos que lhe serve de cenário. Nomes de todas as  gerações e estilos. Além de entrevistar e fotografar, Moska faz um dueto com todos  eles, cantando e tocando violão. Os EPs da série contendo os áudios dos episódios  estão sendo disponibilizados nas plataformas digitais. 

Desdobramento de “Zoombido”, os retratos que ele faz dos convidados do programa,  estilosamente distorcidos através de um tijolo de vidro, geraram uma exposição  fotográfica na Galeria Arthur Fidalgo (RJ). Moska já tinha passado por essa experiência  na exposição “Reflexos e Reflexões” ( exibida na Caixa Cultural de Brasília em 2006 )  com os autorretratos que geraram a capa e a arte gráfica do álbum “Tudo Novo de  Novo”, também distorcidos, mas em reflexos de objetos espelhados nos banheiros de  hotéis. A fotografia se transformou em mais um vício do colecionador Paulinho Moska. 

Além de seus shows e de roda a sua carreira musical, Moska se apresentou no papel  principal do Rei Arthur no Musical “Merlin e Arthur, um sonho de liberdade” , que ficou em cartaz no Rio de Janeiro (temporada de março a junho de 2019) e que  também teve temporada em São Paulo entre junho e agosto 2019. 

Durante a pandemia, e até o momento atual, Moska tem se dedicado a produzir  conteúdos ricos e diversos. Durante o ano de 2020, Moska se dedicou a realizar  diversas lives que geraram um rico material audiovisual (clipes em seu canal do  Youtube), lançamentos semanais do projeto Zoombido em todas as plataformas de  streaming além de ter atuado, dirigido e feito a concepção do projeto “Tu Casa es Mi  casa”, que foi lançado pela HBO Latina e HBO mundo no mês de março de 2021. 

Um pouco sobre o Tu Casa es Mi casa: 

A América Latina é muito mais do que suas tradições locais. No continente todo, há  numerosos artistas, compositores, pensadores e cientistas que exploram ideias novas  e ousadas. Paulinho Moska é um compositor brasileiro popular e carismático que  recruta esses talentos para compor canções novas e emocionantes que celebram o  potencial dos nossos países. 

Em TU CASA ES MI CASA, personalidades populares em cada país se unem a Moska na  busca de razões para prever um grande futuro para o nosso continente. Além das  esperadas canções, esses encontros resultam em interpretações visuais das conquistas  de cada lugar, que Paulinho tatuará no próprio corpo, como prova do seu  compromisso e entusiasmo por essas ideias. 

O projeto revela uma América Latina moderna e contemporânea. É uma série  emocionante e mobilizadora, que contempla contribuições latinas para as mudanças  globais. Tu Casa es mi casa é uma coprodução da Santa Rita Filmes e NBC Universal ,  com colaboração de Gen Centro de Artes e Ciências, Supervisão artística de Pablo  Casacuberta, Direção e Apresentação de Paulinho Moska e Produzido por Marcelo  Braga.

Antes do início da pandemia, estava na estrada com o show de sua turnê Beleza e  Medo (Moska e banda), além de ter ensaiado com Zélia Duncan, sua amiga e parceira  de longos anos a turnê “Um par Ímpar” que teria sua estréia em Abril de 2020 e que  terá sua estréia efetiva em maio de 2022. 

No ano de 2022 Moska estará em Turnê com Zélia Duncan, no espetáculo “Um Par  Ímpar”, com sua banda no espetáculo “Beleza e Medo”, além de seguir, em  apresentações pontuais e especiais, no formato Voz e Violão, que traz esse ano um  elemento histórico e importante que é a apresentação do artista com dois violões  confeccionados pelo Sub Tenente Bombeiro e Luthier Davi Lopes, com madeiras de  rescaldo recuperadas do incêndio do Museu Nacional. 

“O público ama essa história que, convenhamos, é linda, profunda e sensível. Uma  grande metáfora da vida, que precisa ser transformada e renovada em seu sentido” – Diz Paulinho Moska. 

A história da confecção dos instrumentos pode ser conferida no documentário “Fênix – O voo de Davi”, com roteiro de Vinícius Dônola e direção de João Marcos Rocha e  Roberta Salomone, no GloboPlay.