Conhecida como a “banda base” do Festival de Música da Paraíba, a Banda Glauco Andreza nasceu oficialmente em 2023, em homenagem a um dos maiores bateristas paraibanos das últimas quatro décadas, falecido no ano anterior. Formada pelo primeiro escalão de instrumentistas da Paraíba, a banda é dirigida musicalmente pelo Diretor Musical e baixista Sergio Gallo e pelo maestro e saxofonista José de Arimatéia (Teinha) — dupla que assina a frente musical e comanda um time de onze músicos de sólida trajetória nacional, especialmente na música instrumental.
Hoje a banda é uma mistura de músicos veteranos, com mais de 30 anos de carreira, e nomes da nova geração da cena atual. Sempre busco qualidade profissional, mas também sinergia. O trabalho precisa ser prazeroso pra todo mundo. Afinal, é a mimosidade de Papi que nos une sempre”, comenta Gallo, referindo-se com carinho ao baterista que dá nome à banda.
O início dessa trajetória foi em 2017, quando o grupo foi convidado para compor a banda base do Festival de Música da Paraíba, uma seleção exigente que pedia músicos experientes e versáteis para acompanhar diferentes estilos e compositores. Das sete edições já realizadas.
Mais do que uma banda base, a Banda Glauco Andreza é uma verdadeira usina criativa de som. O grupo toca todos os estilos — do samba ao forró, do baião ao frevo — e imprime em cada gênero uma leitura sofisticada e singular. Com o projeto “Gafieiras para Papi”, exploram o universo dançante das gafieiras brasileiras; na música popular, transitam entre arranjos próprios e releituras de clássicos — muitos deles assinados pelo próprio Glauco Andreza; e quando se voltam ao jazz, se deleitam com maestria em temas internacionais, evidenciando o refinamento técnico e a liberdade criativa que definem a banda.
A Banda Glauco Andreza é formada por músicos de diferentes gerações que se completam em palco e fora dele. À frente, o maestro José de Arimatéia (Teinha) dá o tom e o sopro, com seu saxofone inconfundível e arranjos elegantes que equilibram erudição e popularidade. Ao lado dele, Sergio Gallo, baixista de sólida carreira e diretor musical do grupo, comanda a base rítmica e harmônica com precisão e sensibilidade.
No sopro, Gilvandro Azeitona traz sua malemolência característica no trombone, enquanto o jovem e já consagrado arranjador Emanoel Barros imprime brilho e vigor no trompete ao lado do experiente e versátil trompetista Fernando Alves. Na percussão, Otacílio Feitosa e Priscila Fernandes adicionam o tempero e o balanço que sustentam a identidade brasileira da banda. Nos teclados, Cesar Cambojano colore os arranjos com camadas harmônicas refinadas. Nos vocais, a dupla Naíma Vilôr e Ricardo Ribeiro empresta vozes potentes e versáteis, que se alternam entre sutileza e força interpretativa. Na guitarra, Uirá Garcia adiciona cratividade e sofisticação, enquanto Almir César, com técnica e emoção, assume a bateria, honrando o lugar que pertenceu a Glauco Andreza.
